quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Emetofilia

Esta eu nem sei pra que é que existe...
A coprofilia, a emetofilia e outro que vou falar mais tarde deviam ser ajuntadas numa e chamar-se "nojentofilia"... que isto só visto mesmo.

Com origem no grego emein que significa "o acto de vomitar", a emetofilia baseia-se em sentir prazer em vomitar ou ver outros vomitarem.

Vem de várias formas, desde ser forçado a vomitar, vomitar em cima de alguém, ter alguém que lhe vomite em cima, ver vomitar em situações constrangedoras, obrigar alguém a vomitar em locais pouco apropriados, e etc e etc e por aí a fora.

Para aumentar ao nojo, normalmente vem de mãos dadas com a emetofagia, que é comer vomitado.

Esta eu nem sequer tentei procurar por uma comunidade na internet...
Não é que eu ache que elas não existam, é mesmo medo de descobrir!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dacrifilia

Esta foi roubada da corbisJá estava na hora de mandar mais um destes...

Dacrifilia é o nome dado a qualquer forma de prazer derivado de ver outra pessoa chorar, mais propriamente o verter de lágrimas.

Normalmente é considerado uma forma de sadismo se essas lágrimas forem causadas por tortura física ou psicológica.

Curioso que esta filia não é aplicável se o prazer sobre a dor infligida for por uma questão de vingança... nesses casos é considerado "schadenfreude" e até é uma coisa socialmente aceitável, por exemplo ver o rapazinho que batia em todos na escola primária apanhar uma carga de porrada a porta da discoteca dez anos depois.

O interessante é que há uma espécie rara de dacrífilos que recebem este prazer de ver lágrimas de alegria, levando-os a cometer actos de extrema bondade, só para ver alguém chorar de gratidão...

Pessoalmente até acho esta versão mais off-center que a primeira.

Faz-me pensar que os realizadores de chick-flicks são muito provavelmente todos dacrífilos, vivendo no prazer de ver as pitas todas a chorar baba e ranho quando os personagens principais acabam juntos...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Coprofilia

É chocolate, a sérioE começa a nojeira!

Coprofilia vem do grego kópros que significa excremento.

Agora já se percebe porque é que eu achava que não me ia safar com isto...

Não confundir com Infantilismo Parafílico, que são aqueles que se comportam como bebés e usam fraldas e o caraças, nem confundir com Coprofagia que é o comer merda propriamente dita, sem ter necessariamente prazer sexual (actividade número 1 do governo português), embora seja verdade que muitas vezes elas andam de mão dada, como se verifica na famosa Veronica Moser.

O normal perturbado coprófilo sente prazer sexual em brincar com fezes, servindo-se delas como tinta corporal, como lubrificante, óleo de massagens, tonificante para a pele, e em casos mais perturbados até serve de substituto fálico de introdução variada.

Quem é que não gosta de uma Heidi Klum coberta de chocolate?Enquanto que a maioria de nós olha para a imagem da direita e vê uma apetitosa Heidi Klum coberta de chocolate, o amante da coprofilia fica na esperança que seja algo mais... cheiroso.

Há de tudo na internet.

Freiras, padres, brasileiras, chinesas, austríacas, homossexuais, e note-se que estou só a falar de coprófilos.

Deixa-se de exemplo o ínfame, inigualável e brasileiro 2girls1cup, o alemão, religioso e blasfémico Church of Fudge e deixa-se menção à imagem viral "tubgirl". Este último se quiserem procurem, que é nojento demais até pro blogger.

Não se sabe muito bem qual é a causa desta nojeira, mas está lentamente a introduzir-se na cultura geral... Já se encontram nos filmes pipoca á là American Pie e Scary Movie várias referências a Dirty Sanchez e a Cleveland Steamers, pelo que me parece que isto é uma doença e um perigo bem maior que as normais taradices, que normalmente estão restringidas a um pequeno grupo de degenerados.

Preparem-se que a invasão coprofílica vem aí!

Ah, e acho que referi a Veronica Moser por aí, cá fica uma fotografia pra rematar.

Se isso vos faz sentir melhor, podem acreditar que é chocolate... pelo menos é o que eu faço e às vezes até resulta.

sábado, 21 de novembro de 2009

Biastofilia

He's gonna getchu!!!!Esta cheira a tanga por todos os lados...

Do grego biastes significando violação, esta parafilia obriga aos que dela sofrem a violar estranhos inocentes.

Aliás, PRINCIPALMENTE estranhos inocentes... à falta de melhor até podem ser conhecidos.

O pobre coitado biastófilo só consegue hastear a bandeira se estiver a violar alguém.

Dá a sensação que foi algum psiquiatra que inventou isto para safar um menino rico da cadeia. "Coitadinho, ele é doente mental".

Esta encaixa bem na corrente onda da educação portuguesa, do "coitadinho do menino", está a passar uma fase, não se vai mexer com ele, é um traumatizado, sniff sniff buá buá...

Hoje em dia de tudo o que é puto malcriado diz-se que tem Asperger's ou ADD, que a culpa não é deles, é da doença...
Muito brevemente de todos os violadores dirse-á que são biastófilos, que não tem culpa nenhuma, a culpa é da sociedade...

Haja pachorra!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Acrotomofilia

Para começar leve, cá vai o A.

A Acrotomofilia é caracterizada por um interesse sexual em amputados.
Note-se que não deve ser confundida com Apotemnofilia, que é o desejo de ser amputado.

Aparentemente há pessoas por aí que só conseguem chegar lá, digamos assim, se o seu parceiro tiver um membro ou dois a menos.

Como todas as taradisses que se prezem, esta também tem vários fansites e deixo aqui um dos mais light, o Ampulove.

É claro que isto de perversões sexuais tem muito que se lhe diga, nunca se podendo dizer ao certo "está bem" ou "está mal", mas esta é uma das mais perigosas.

Note-se que os ampulovers chegam ao ponto de amputarem os seus parceiros para os tornarem mais... atraentes.

Pois, muito natural e nada de extraordinário.

É aqui que começa o perigo, sendo que a auto-mutilação é uma daquelas áreas cinzentas na lei. Até que ponto é permissível? Quer dizer, não me parece normal que alguém queira cortar um braço fora... Se não quiser, em que ponto é que deixa de ser uma escolha e passa a ser um indivíduo a forçar o seu desejo sobre outro? E se quiser a que ponto se pode dizer que aquela pessoa é ou não é clinicamente insana? Maluco com atestado passado?

Anda filha, ou cortas uma perna fora ou este casamento acabou-se!

Mas se julgam que isto é mau, garanto-vos que ainda fica pior!

sexta-feira, 11 de novembro de 1983

Dicionário de perversões: Interlúdio

Por cá são santinhos, no Japão são caralhos de madeiraAchei por bem (tentar) explicar a diferença entre um fetiche, uma parafilia e uma paralagnia, já que implica com a percepção dos casos particulares.

Fetiche é uma daquelas palavras interessantes...
Em português "feitiço" era o nome dado a um objecto de fabrico pelo homem com propriedades sobrenaturais, ou com poder sobre as outras pessoas. Tome-se como exemplos os bonecos voodoo ou as máscaras tribais africanas.

Alfred Binet, psicólogo francês e inventor do teste de QI, cunhou à letra a palavra fétiche (um bocado como nós fizemos com o sutiã) comparando a aproximação erótica que certas pessoas tem a certos objectos à idolatração dos "feitiços".

E assim nasceu a palavra fetiche, re-cunhada do francês. Giro, não?

Mas enfim, passando à frente...

Um fetiche é a excitação aumentada por um objecto ou parte do corpo em particular, normalmende chamado de "tara", mas não exclusivo nem limitativo.
Tome-se como exemplo a tara por enfermeiras. Embora seja um "objecto" excitante, o homem não se limita a pinocar só com enfermeiras, nem se excita só quando está com uma enfermeira. A roupa de enfermeira torna-se só um complemento à acção em si, um toque de pimenta, por assim dizer.

Uma paralagnia, vindo do grego lagnia para luxúria, limita a atracção sexual a um objecto ou situação particular. Pegando no exemplo acima, o homem (sim, que estas coisas normalmente são só pros homens) só consegue... consumar o acto... com enfermeiras, ou pelo menos falsificações convincentes.

Por último uma parafilia é um distúrbio profundo e limitativo, vindo do grego philia significando amizade, que limita não só o comportamento sexual mas também o comportamento emotivo em relação a um objecto/pessoa/situação/etc.
Pegando novamente nas enfermeiras, o homem não só estaria sexualmente limitado à enfermeira como só conseguiria uma relação amorosa (paixão, casamento e isso tudo) com uma enfermeira.

De notar que este sufixo tem sido cada vez mais usado nos tempos modernos, sendo que já há muitas filias que não são tão limitativas, mas originalmente a explicação era esta.

Quem é que disse que nunca se aprende nada neste blog, hein?